Operação “Cavalo de Troia” prende 11 suspeitos de facção em Feira de Santana
Uma operação policial realizada nas primeiras horas desta quinta-feira (19) resultou na prisão de 11 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana. A ação, batizada de Operação Cavalo de Troia, teve como foco o combate ao tráfico de drogas e a crimes violentos no município.
De acordo com a Polícia Civil, a ofensiva foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 9ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), com apoio de outras unidades policiais.
As investigações, que duraram cerca de seis meses, identificaram uma estrutura organizada voltada à distribuição de entorpecentes e à prática de homicídios na cidade.
Mandados e apreensões
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em bairros como Queimadinha, Parque Ipê, Pedra Ferrada, Campo Limpo e Alto do Rosário.
Durante a operação, os policiais apreenderam:
Grande quantidade de drogas (maconha, cocaína, crack, pasta base e êxtase)
11 tabletes de cocaína
Uma pistola calibre 9mm com seletor de rajada
Um fuzil Colt 5.56
Munições
Dinheiro em espécie
Balanças de precisão
Cadernos com anotações do tráfico
Motocicletas
Segundo o Denarc, o prejuízo estimado ao crime organizado é de aproximadamente R$ 1 milhão.
De acordo com as investigações, os suspeitos são moradores de Feira de Santana, mas mantinham ligação com uma facção criminosa de fora do estado.
Duas mulheres presas são apontadas como responsáveis pelo armazenamento e distribuição de drogas e armas.
O delegado Eudes Aquino destacou a dimensão da operação:
“Essa ação utilizou diversos instrumentos de inteligência que culminaram nessa grande apreensão e na prisão de integrantes da organização criminosa que atua no município.”
Para a Polícia Civil, a operação representa um golpe significativo contra o tráfico de drogas na cidade e pode contribuir para a redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), já que há relação direta entre o tráfico e os homicídios.
O coordenador regional da Polícia Civil, delegado Rafael Almeida, afirmou que a retirada de circulação da grande quantidade de drogas pode impactar diretamente na segurança pública, reduzindo disputas entre grupos criminosos.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.

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