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Hospital da Mulher reforça ações do Novembro Roxo e registra 766 nascimentos prematuros em 2025

 O dia 17 de novembro marca o Dia Mundial da Prematuridade, uma data especialmente significativa para os profissionais do Complexo Materno Infantil do Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS) – o Hospital da Mulher, em Feira de Santana. A campanha Novembro Roxo chama atenção para o fato de que 1 em cada 10 bebês nasce prematuro e busca conscientizar a sociedade sobre os riscos do parto antecipado e a importância da prevenção.Entre janeiro e outubro de 2025, o Hospital da Mulher registrou 766 nascimentos prematuros, o que corresponde a 11,4% dos 6.743 partos realizados no período.




Ações educativas durante todo o mês

Durante novembro, a Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS) realiza palestras e rodas de conversa com gestantes e puérperas. Para a presidente da autarquia, Gilberte Lucas, essas iniciativas reforçam o compromisso da instituição com a excelência no cuidado aos recém-nascidos.

“O Complexo Materno Infantil oferece assistência especializada, com ampla cobertura e apoio ambulatorial, tanto durante o internamento quanto após a alta do bebê”, afirmou Gilberte.

Ela acrescentou que uma programação especial foi preparada para ampliar a conscientização sobre os riscos da prematuridade e a importância do planejamento familiar.

Programação do Novembro Roxo

Segunda-feira (17), às 9h – Palestras e rodas de conversa com gestantes e puérperas
Terça-feira (18), manhã – Ato na Câmara Municipal para discutir riscos da prematuridade e apresentar iniciativas do Hospital da Mulher
Terça-feira (18), tarde – Acolhimento às mães de prematuros e moradoras da Casa da Puérpera, com ensaio fotográfico, oficina de shantala, distribuição de panfletos, brindes e lanches

Riscos da prematuridade

Segundo a diretora do Complexo Materno Infantil, Carina Ramos, fatores como gestação na adolescência, ausência de pré-natal, tabagismo e desinformação estão entre as principais causas de partos prematuros.

“Nossas ações buscam reduzir o número de nascimentos prematuros, devido aos riscos que esse quadro representa para a mãe e o bebê”, disse.

Carina destacou também a redução observada em 2025. Em 2024, dos 7.791 nascidos, 12,9% eram prematuros — mais de mil bebês.

Situação no Brasil

Um estudo nacional da Fiocruz, publicado em 2016, aponta que a taxa de prematuridade no Brasil é de 11,5%, quase o dobro da média europeia. Do total, 74% são prematuros tardios (entre 34 e 36 semanas).
No cenário global, o Brasil ocupa o 10º lugar, com cerca de 12% de prematuros. A cada 30 segundos, um bebê morre no mundo em decorrência do parto antecipado.

Banco de Leite Humano faz apelo por doações

O Novembro Roxo também destaca o papel crucial do Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital da Mulher. A coordenadora Nadja Vieira explica que o leite materno é vital para aumentar a sobrevivência e reduzir complicações entre prematuros.

“Visitamos as enfermarias para orientar as mães a iniciarem a ordenha o mais cedo possível, inclusive à beira leito, para que o bebê receba seu próprio leite por sonda”, relatou.

Ela ressalta a importância do colostro — especialmente o de mães de prematuros — para fortalecer a defesa imunológica dos recém-nascidos.

Dados do Banco de Leite – Janeiro a outubro de 2025

  • Leite coletado: 979 litros

  • Leite distribuído: 863 litros

  • Crianças beneficiadas: 1.324

  • Estoque atual: 116 litros

Apesar dos esforços, o estoque ainda é insuficiente.

Somente em outubro:

  • Coletado: 101,45 litros

  • Distribuído: 67,25 litros

  • Bebês beneficiados: 115

Nadja faz um alerta:
“Hoje temos 77 litros em estoque, mas precisamos de 400 litros para atender com tranquilidade nossos recém-nascidos.”

Compromisso com a vida

A Fundação Hospitalar segue fortalecendo ações educativas e assistenciais para reduzir os riscos da prematuridade e garantir melhores condições de saúde para mães e bebês. O Novembro Roxo reforça a importância do cuidado integral, da prevenção e da solidariedade — especialmente por meio da doação de leite humano.

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