Efeito Bolsonaro: Bolsa dispara e dólar cai após resultado do 1º turno
O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte alta nesta segunda-feira (5), após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 colocar Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT) na disputa pela Presidência.
Perto das 12h, o Ibovespa avançava 8,22%, aos 207.910 pontos, depois de superar pela primeira vez a marca de 209 mil pontos durante a manhã. O movimento representa um novo recorde intradiário do principal índice da Bolsa brasileira.
Ao mesmo tempo, o dólar recuava 4,43%, sendo negociado abaixo de R$ 5. A moeda chegou a atingir R$ 4,9530 na mínima do dia.
A reação dos mercados ocorreu após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O resultado surpreendeu parte do mercado porque contrariou as projeções de diversos levantamentos divulgados antes da votação. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Por que o mercado reagiu?
A forte valorização da Bolsa e do real está relacionada principalmente à mudança nas expectativas dos investidores sobre o cenário político e econômico para o segundo turno.
Analistas avaliam que uma eventual mudança no comando do governo poderia alterar a condução da política fiscal e econômica. A possibilidade de um Congresso com maior presença de partidos de direita também entrou nas avaliações do mercado.
A reação já havia começado no exterior antes da abertura da Bolsa brasileira. Ativos de empresas brasileiras negociados nos Estados Unidos registraram fortes altas após a divulgação do resultado eleitoral.
Entre os destaques do pregão estavam os bancos. Por volta do meio-dia, Banco do Brasil subia 11,89%, B3 avançava 23,68% e Bradesco tinha alta de 13,21%, segundo os dados divulgados durante o pregão.
O movimento, porém, não representa uma confirmação sobre o resultado do segundo turno. A eleição ainda será disputada entre Flávio Bolsonaro e Lula, e novas alianças, propostas econômicas e pesquisas podem alterar as expectativas dos investidores ao longo das próximas semanas.
No cenário internacional, os mercados também acompanhavam indicadores econômicos dos Estados Unidos e a trajetória dos juros, enquanto no Brasil o relatório Focus voltou a elevar a projeção de inflação para 2026, para 5,01%.
A forte reação desta segunda-feira mostra como o resultado eleitoral passou a ser um dos principais fatores acompanhados pelo mercado financeiro brasileiro neste início de segundo turno.
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